Entre a dor e o bálsamo

Blog/marco

Depois de um grande período em silencio, resolvi voltar ao meu blog ,que desde o AVC, funcionou como bálsamo e me emprestou asas para voar.
O que no inicio funcionou como puro desabafo, quase catarse, passado o tempo, tornou-se norte, para muitos que assim como eu, foram acometidos drasticamente por um golpe pesado, contudo,Ainda preciso expurgar esse mal esta., emborA ja esteja bem reabilitada, sou consciente das minhas limitações e sei que ainda tenho muita estrada à percorrer. As dificuldades, se tornam evidentes, pelo menos pra mim, que sou rígida comigo. para uma pessoa extremamente autônoma e independente, é bem difícil aceitar a condição de dependência, mesmo que parcial. nunca gostei de pedir nada ninguém, e agora pelo menos por um tempo que se arrasta, fico à procura da Vânia independente , segura e voluntariosa. Fico angustiada por sentir que os meus filhos se sentem presos a mim.
E quando me darei alforria? O desejo urge.
O desejo é forte, mas as limitações sao reais. Como sempre, estou na batalha,atualmente além de lutar pela minha reabilitação motora, voltei a trabalhar, o que me deixa feliz, me sentindo uma pessoa mais “normal” , mais livre.
Além de tudo, sei que na medida do possível, com o meu exemplo, estou ajudando a muita gente, o o que da um outro significado ao meu caminhar.
E seguindo por essa vereda escura da vida, é possível encontrar tantas asas partidas, corações dilacerados, e desta forma entender melhor ,que o que rompe e depois sara é menos doído do que o apagão total.

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3 opiniões sobre “Entre a dor e o bálsamo

  1. Concordo em gênero, número e grau com Neusa.
    Cada post seu, não serve apenas para quem está convalescendo, se recuperando ou tentando caminhar com as próprias pernas após ter sofrido um AVC.
    Cada post seu, serve para mim, que ás vezes diante de um obstáculo, paro, travo, dou desculpas para não seguir. Serve para minha preguiça, meu desânimo, meu desalento, que diante dessa crise econômica e política, uso como desculpas.
    Serve para me chacoalhar, acordar, cutucar e esfregar na cara que ninguém tropeça em montanhas, só em pedrinhas.
    Parabéns Vânia, por me mostrar que todos os dias, você é a Maria, da história João e Maria, que vai catando suas pedrinhas para não se perder pelo caminho.
    Pelo visto, encontrou já o seu!
    Quero agora, ir à Natal, receber um autógrafo do seu livro, CONTAROLANDO.
    E faço questão de trabalhar para colocar ele em todas as Livrarias Culturas no Brasil. Isso é uma promessa!
    Um cheiro!

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