O correr da vida

Há quem me pergunte se desisti do blog e eu mesma me faço essa pergunta e fico sem resposta. Acredito que há momentos mais propícios para traduzir as emoções em letras, outros não. Nos últimos meses, as emoções foram somando-se, e foi difícil lidar com toda essa energia represada. Apesar de passar por um processo de análise, o misto de sensações causou estranhamento em mim. O que posso afirmar é que a Vânia otimista, desejosa de ir além, permanece firme em 2017. Continuo firme na batalha e nunca pensei em abandonar a luta. Não me considero a guerreira que todos enxergam em mim, porém batalho sempre para ter mais autonomia, e voltar ao qu é considerado “normal”, pelo menos para mim. As minhas seqüelas, do tal AVC, foram motoras, e uma das grandes batalhas tem sido, vencer o medo de cair e tentar andar sozinha de bengala. Me frusto por sentir que não consigo vencer os medos. Como quero ficar autônoma, por que solicito sempre alguém do meu lado? No final de ano, participei das festas de confraternizações, ri, brindei, me diverti, entretanto, sinto como se houvesse um vazio a ser preenchido. Eu que sempre fui tão senhora de mim, agora me vejo em parte na dependência dos meus filhos, que agora pelo excesso de convivência, me apontam falhas, que antes talvez não enxergassem. Desculpem o peso do texto, porém, a seguir, prometo deixá-lo macio e suave como seda:
O melhor de 2017, aconteceu junto com a chegada do novo ano. No final de 2016, fui brindada com a visita de uma querida prima que mora nos EUA e só vem por aqui, a cada dois anos. Chegou com dois filhos jovens que tive o prazer de hospedar. A minha casa transformou-se numa festa, com o ir e vir de jovens. A energia boa, espalhou-se no ar, e eu pude embriagar-me desta energia. E por falar em energia, o verão está aí a todo vapor, quero aproveitar o sol, o mar, sempre meus companheiros. Quero dizer para mim que posso e quero.

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Uma opinião sobre “O correr da vida

  1. Caríssima Vânia, acho louvável vc conseguir abrir seu coração dessa forma e falar inclusive dos seus “medos “, e te pergunto, quem não os tem? Somos uma montanha russa imersa nesse vai e vem, entre medos, esperanças, desafios e conquistas.
    Certamente essa fase em que se permitiu nutrir menos seu blog passará e talvez seja uma oportunidade de produzir material p outros projetos.
    Qt a rotina familiar, permita-me comentar, quem ama tb reclama, cansa, cobra, mas ama e são seu maior suporte nessa nova caminhada.
    Lógico q pessoas independentes como vc ficam saturadas durante um processo longo de reabilitação, seja ele qual for. No entanto é importante lembrar q Deus te deu uma nova chance e rever seu ritmo pessoal talvez faça parte dessa nova jornada. Quem sabe seja necessário pensar qual o propósito de tudo isso q vc está passando. Tenho pensado assim diante dos meus desafios, o que Deus quer de mim? Qual o propósito de está passando por determinada situação?
    Que o Senhor te fortaleça.
    Aguardo um dia em que verei vc à frente de um programa de TV colaborando com o coletivo através do belo dom que o Senhor te deu.
    Abraço fraterno,
    Suely Suerda

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